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" No final eras Tu" , short fanfic

  • Foto do escritor: Cati Dreamer
    Cati Dreamer
  • 14 de mai. de 2021
  • 6 min de leitura

Atualizado: 17 de mai. de 2021



Olá Luzes Douradas! Bem-vindos ao meu espaço pessoal para os meus textos. Além do Review, a escrita é a minha grande paixão, e é outro tema que gostava de partilhar no nosso Dream Big.

Hoje é apenas uma short fanfiction dos BTS. Queria que cada fã ao ler se identificasse, espero atingir isso, pois quem nunca imaginou gostar de um idol e esse amor não poder acontecer?

Aproveito e vou dedicá-la a todos os amores impossíveis, que esperemos um dia se tornarem possíveis. Boa leitura!


(S/N)


Foram sete meses de longas e profundas conversas, no nosso inglês básico. Sendo de países diferentes, esta era a nossa ponte, tu não falavas português, eu não falava coreano, e mesmo assim não nos cansávamos de conversar. Sabia que tinhas uma história de luta pessoal, um sonho que tinha virado realidade, através de muito empenho e sacríficio. Eu com o meu ainda por concretizar, lutando todos os dias, vi em ti um exemplo a seguir, embora até aquele dia em nunca saber o que tinhas alcançado. Só pensava nas semelhanças das nossas estradas, que eu achava que existiam.

Em sete meses, nunca vira o teu rosto, ou ouvira a tua voz, nem tu me viras ou me ouviras. E pode até ser infantil da minha parte, mas eu imaginava como seria ouvir realmente aquelas tuas palavras de insentivo, as tuas piadas sem graça, ou o teu lamento quando eu te vencia nos video-jogos. Se calhar, muitas já teriam desistido de estar no meu lugar, no nosso convívio, afinal, falar tanto com alguém pela internet, que nunca viu, é altamente suspeito nos dias de hoje, mas alguma coisa me dizia que não eras nenhum tarado.

E quando dei por mim, lá estava eu, a sentir saudades tuas, quando passavas dias sem ler ou responder às minhas mensagens, a confundir amizade com algo mais, e uma vontade de te ver crescia dentro de mim.


( JK )


Sete meses.Quando é que eu na minha existência, acharia que iria passar tanto tempo a conversar com alguém que nunca vi? Eu que acredito no destino, não esperava uma partida destas, porém admito que foi um tempo fantástico o que partilhei contigo. Eu que falava tão mal inglês , tive de me esforçar muito para que não perdeces o interesse em falar comigo, parecias tão confiante, tão decidida em falar de tudo, menos de ti mesma, e alinhaste logo nosso jogo de faz de conta. Vendo bem, apenas eu tinha de esconder quem era no real, mas para que eu não me sentisse mal com isso, criaste um personagem para cada um de nós. Eu era o PinkBunny , e tu a MoonEyes, a eterna fã de Sailor Moon. Jogávamos muito, e no começo, vencia sempre, mas foi só ganhares jeito, que tive de me contentar com as derrotas seguintes.

Sentia-me acolhido, confortado, que nem o imenso cansaço dos ensaios, ou as madrugadas acordado me abatiam. Fazias-me sorrir timidamente para o ecrã, quando me tentavas animar nos dias mais cinzentos, sem imaginares o que eu vivia, e sem me dar conta, colocaste em mim a tua marca, que com o tempo começava a não conseguir apagar mais.


( S/N )


Não pude mais segurar. A vontade de te ver, nem que fosse uma única vez, era insuportável, e cheguei ao dia em que me decidi. Iria ao teu encontro.

Voos, Hotéis, fazer as malas, reunir as poupanças... detalhes pequenos comparados à ânsia de pisar em Seoul. Sempre foi um dos meus destinos de sonho, que há muito tempo queria viajar, mas não com o motivo como daquela vez. Ia conhecer aquele alguém especial, que sem como nem porquês , preenchia a minha vida com uma alegria imensurável. Estava sem dúvida a fazer a maior loucura da minha vida, porém após tantos meses à conversa, iam-se desvendar os mistérios, revelar quem eu era. Já imaginava como iria ser divertida a nossa primeira troca de palavras ao vivo, esqueceríamos que falamos línguas diferentes, e o inglês ia sair péssimo. O momento mais incrível e marcante na nossa história, sem dúvida.


( JK )


Fiquei espantado com a tua atitude, podes acreditar. Um ato de coragem, viajar desde tão longe para conhecer alguém que nunca viste. Queria muito que não sentisses que fora em vão.

Confesso que estava ansioso, mas um tanto receoso. Afinal, quem estaria diante de mim? O que acharia de mim? Seria muito diferente, do que eu imaginava? Foram tantas perguntas que me invadiram os pensamentos, que já nem me conseguia concentrar no trabalho. Uma euforia que me enchia de sonhos, ao mesmo tempo, também me cortava o coração. Havia uma realidade que eu não ia poder mudar. Namjoon sabia que a situação ia dificultar, e eu também já devia de estar preparado e habituado com esta vida de Idol , já lá vão sete anos, mas já era tarde demais, teria de encarar.


(S/N)


Voo longo, transbordo e voo longo outra vez. Quando vi Seoul pela janela do avião, naquele início de tarde, não contive o entusiasmo e festejei em pé por uns instantes, até me dar conta que o passageiros estavam a ver a minha figura vergonhosa, boquiabertos. Sentei-me e dei um jeito na minha t-shirt da Sailor Moon, a que combinei que estaria vestida para me reconheceres, e coloquei o chapéu na cabeça.

Estava tão perto de te ver, de te conhecer pessoalmente, que tive de guardar a emoção dentro de mim. Como serias? O que ias achar de mim? Seria eu capaz de te confessar o grande sentimento que tinha no meu coração?

No desembarque, liguei o telemóvel e anunciei a minha chegada, e tu respondeste que estavas com uma mochila roxa às costas. Fui buscar as malas e segui para o tapete rolante. Estava tão nervosa que sentia as minhas pernas tremerem, e os meus olhos corriam todas as direções à tua procura.


( JK )


Sabia que eras tu, no fundo do meu coração, assim que te vi. Calça jeans um pouco larga, tenis branco, a t-shirt Sailor Moon, que me fez rir no momento, e aquele chapéu cinzento que quase te tapava os olhos. Eras mais baixa do que imaginei, devias de ficar pela altura dos meus ombros, rosto redondo e olhos castanhos doces como chocolate. Exitei em levantar a mão, fiquei com dúvidas sobre o que acharias de mim, mas acabei por fazê-lo. Tu viste a minha mochila roxa e avançaste alegremente entre a multidão. Mas para meu espanto , quando ficaste diante de mim, o teu sorriso caiu. Assustei-me, não sabia o que dizer, terias reconhecido o meu rosto por ser membro do grupo BTS? Ficaste desiludida por ser eu? Não sabias como agir?


(S/N)


Nem conseguia respirar corretamente quando vi o teu rosto. Jeon Jungkook dos BTS, quem diria? Um idol , era quem estava por detrás do PinkBunny, aquele que tinha passado tanto tempo a conversar, que tinha aberto o meu coração. Não podia sentir-me tão longe de ti, como naquele momento. Aquela imensa alegria, virou uma grande tristeza. Eu já sabia o que me esperava, um idol não podia ter nenhuma relação assumida, não tinha liberdade para quase nada, e isso significava que eu nunca podia estar ao seu lado.


( JK )


Ficaste calada, de olhos no chão. Eu refleti o que estarias a pensar, entendi pelo teu olhar triste. Era recíproco o nosso sentimento e nada podia avançar dali. Estava tão frustrado, ao ver-te ali, a arranjar mil e uma razões para não estares comigo, se calhar a colocares-te numa posição tão inferior que até me enraivecia. Eu queria tanto poder dizer-te que ficaria tudo bem, mas só estaria a mentir-te, mais do que nestes últimos sete meses. Apenas pude passar-te a mão pela cabeça, sem palavras, até ver as tuas lágrimas cair.


(S/N)


A verdade era dura demais, nunca mais nós poderíamos ver, estar perto, conversar, a não ser por detrás de nomes e identidades fictícias.

Ficamos ali por uns instantes em silêncio, até que senti o seu abraço, com carinho, mas muito remorso pela situação. E nada mais aconteceu.


No final eras Tu, e de ti guardo com carinho os nossos sete meses. Agora tens o meu coração e apoio onde quer que vás.




E pronto, aqui está o final do nosso texto. Aguentaram até aqui? Nossa que Fortaleza estas fãs ( purple You pessoal ). É um final triste, mas até agora sempre se assistiu a isto, não digo de fãs se apaixonaram por idols, mas seja quem fosse que se apaixonasse por um, teriam de enfrentar muitos obstáculos.


Foi um texto muito emotivo de escrever, não porque tenha estado nessa situação, mas porque é possível para um escritor colocar -se na pele dos seus personagens. Amores impossíveis ainda existem e é doloroso tentar imaginar o que esses casais sentem. Mas espero que tenham gostado!


Já sabem que podem seguir as minhas redes sociais , vamos aumentar a nossa comunidade luminosa! Para a evolução do nosso blog, só têm de usar as nossas palavras mágicas Gosta, Comenta e Partilha.


E lembrem-se , Basta acreditar e trabalhar duro, que os vossos sonhos realizam-se.


Até Breve!

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